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Seg, 21 Abr, 09h00

CHICAGO, EUA (AFP) - Cientistas descobriram que tarefas monótonas adormecem o cérebro, que entra em uma espécie de modo de descanso, queira seu dono ou não.

Ao monitorar uma determinada área do cérebro, os pesquisadores foram capazes de adivinhar quando alguém estava prestes a cometer um erro, revela um estudo publicado nesta segunda-feira nas Atas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

"Há algo provavelmente intrínseco através do qual seu cérebro diz 'preciso descansar um pouco agora', e não pode fazer nada contra isso", explicou o autor do estudo, Tom Eichele, da Universidade de Bergen, na Noruega.

"Provavelmente, todos conhecem esse sentimento, que às vezes dá a impressão que o cérebro não está tão receptivo ou funcionando tão bem, e ninguém faz nada para ficar assim", disse Eichele.

Quando isso passa, o sangue flui para a parte do cérebro que fica mais ativa em momentos de descanso. E, como esse estado começa cerca de 30 segundos antes que se cometa um erro, é possível desenvolver um sistema de advertência que avise as pessoas para se concentrarem mais ou serem mais cuidadosas", afirmou o pesquisador.

Isso poderia melhorar significativamente a segurança no local de trabalho e também melhorar o desempenho de tarefas cruciais, como as que envolvem segurança nos aeroportos.

"Poderíamos construir um artefato para ser colocado nas cabeças das pessoas que tomam essas decisões sensíveis", apontou.

"Podemos medir o sinal e indicar ao usuário quando seu cérebro está em um estado no qual as decisões que ele tomar não serão as corretas", concluiu.

Eichele e sua equipe nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha conseguiram identificar esses padrões cerebrais com exames de ressonância magnética.

O próximo passo é tentar desenvolver artefatos menores e mais portáteis para detectar o fenômeno cerebral.
























Qui, 12 Jul, 09h28

Ao analisar a luz de uma estrela, depois de filtrada pela atmosfera de um planeta 64 anos-luz distante do Sol, uma equipe internacional de cientistas concluiu que o planeta HD 189733b, um gigante gasoso semelhante a Júpiter, tem água.

A aparente ausência do líquido nos corpos localizados fora do Sistema Solar vinha intrigando cientistas há tempos. A detecção da substância em HD 189733b é a primeira considerada conclusiva.

As observações mais recentes, descritas na edição desta semana da revista Nature, foram conduzidas por uma equipe liderada por Giovanna Tinetti, da Agência Espacial Européia (ESA). HD 189733b orbita uma estrela na constelação de Vulpecula ("pequena raposa", em latim), a 64 anos-luz do Sol.

O planeta tem a propriedade de passar diretamente entre sua estrela e a Terra, o que permitiu aos cientistas analisar a luz estelar que atravessa as bordas de sua atmosfera. Eles descobriram que o planeta projeta uma "sombra" maior quando observado em uma faixa de luz específica, e concluíram que esse efeito é produzido pela absorção dessa faixa de luz pela água presente na atmosfera. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Qua, 11 Jul, 03h10

PARIS (AFP) - Uma nova população de galáxias, até então desconhecida, pode existir nos confins do universo, a uma distância tal que a luz teria levado mais de 13 bilhões de anos para chegar até nós, revelou um estudo publicado no "Astrophysical Journal" de quarta-feira.


Se existir realmente, significará que estas três antigas galáxias se formaram na tenra juventude do Universo, então com apenas 500 milhões de anos, ou seja, menos de 4% de sua idade atual, declarou a equipe internacional de astrônomos, que conta com a participação do francês Jean-Paul Kneib, do Laboratório de Astrofísica de Marselha (CNRS).

Segundo eles, 300 mil anos após o Big-Bang, o universo em expansão se tornou transparente à irradiação luminosa, mas nenhuma estrela brilhava ainda - motivo pelo qual essa época é chamada de "idade das sombras".

A descoberta das primeiras estrelas e galáxias que brilharam é um dos grandes objetivos dos cientistas, mas como os atuais telescópios não permitem isto, recorrem a técnicas que se baseiam em fenômenos naturais e nas leis fundamentais da física.

Uma destas técnicas, que permitiu a possível descoberta das três galáxias, utiliza um efeito conhecido por miragem cósmica, segundo o qual a luz procedente de um objeto é desviada por um campo gravitacional.

Por meio desta técnica, a equipe identificou, após três anos de observações com o telescópio Keck, situado no Havaí, as galáxias a 13 bilhões de anos-luz da Terra.

http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/070711/saude/ci__ncia_astronomia

VideoA desintegração da rosa vermelhaMar 22, '07 9:43 PM
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Boletim Ciência Hoje
BREVES :: FÍSICA

Pulso de luz é parado e 'recriado' a micrômetros de distância
07/02/2007                                                                                               arte: S.R. Garner
Uma equipe de físicos da Universidade Harvard (EUA) obteve um feito experimental comparado por especialistas a um passe de "magia quântica": o grupo mostrou que um pulso de luz pode ser interrompido, ter suas propriedades armazenadas em um conjunto de átomos e ser regenerado em um conjunto de átomos distinto e fisicamente separado do primeiro. No experimento, relatado na Nature desta semana, o grupo de Naomi Ginsberg lançou um pulso de laser sobre um condensado de Bose-Einstein – uma nuvem densa e fria de átomos com propriedades quânticas ainda pouco compreendidas. O pulso foi interrompido nos átomos do condensado, teve sua informação convertida em ondas de matérias e transferida a um condensado de Bose-Einstein independente, situado a 160 micrômetros do primeiro, no qual o pulso foi ‘recriado’. O resultado é um passo importante rumo ao controle da transferência da informação quântica – um pré-requisito para a viabilização da computação quântica, apontada como o futuro do processamento de dados.


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