Programa
F.A.q.
Perguntas sobre Arte, Consciência e Tecnologia
dia 1, quinta-feira, dia 30 de novembro:
13:30 – 14hs - Abertura
14 – 17hs mesa 1
1-o outro faz parte da obra ou a obra faz parte do outro?
<a interatividade na arte digital>
perguntador 1: Sueli Rolnik ou
Eric Landowski
Isabelle Choinerè
Erotismo e o corpo coletivo como conceito de interconectividade: buscando um modelo coreográfico adaptado ao nosso tempo
Choinerè investiga como noções de um corpo coletivo, de campos energéticos, da tridimensionalidade, interatividade, imaterialidade e de infiltração tecnológica podem ser aplicadas no desenvolvimento de um novo modelo coreográfico.
James Moore:
Repropondo a Imagem em Movimento
Moore levanta questões sobre como a imagem em movimento que carrega a herança de uma narrativa estabelecida ao longo da história do cinema pode atender à dinâmica de um contexto de interatividade em tempo real, que particularidades revelaria, que soluções demandaria?
Norbert Herber: Improvisação Assincrônica: buscando uma abordagem generativa para música e interação
Herber investiga a música produzida em intermédio com processos computacionais e de composição distribuída através da rede; considerando a enorme variedade de possibilidades de emergência de sonoridades e a inerente capacidade de proporcionar experiências musicais únicas.
Daniela Kutschat e Rejane Cantoni
Op_era: sonic dimmension
OP_ERA: Sonic Dimension (www.op-era.com) é uma instalação imersiva e interativa desenhada como um instrumento musical. O instrumento tem a forma de um cubo preto e aberto, preenchido por centenas de linhas que se parecem com as cordas de um violino. Afinadas com a tensão adequada, essas cordas virtuais vibram com uma freqüência (de luz e de som) que varia de acordo com sua posição relativa e modo de interação. Sonic dimension é a mais atual implementação do projeto OP_ERA, uma ferramenta de experimentação multisensorial de conceitos de espaço. O objetivo de Sonic dimension é pesquisar a geometria de espaços sônicos e desenvolver interfaces sônicas.
Dinâmica da mesa:
Perguntador se apresenta e apresenta a proposta (20 mins) + 4 falas (80 mins) - INTERVALO de 15 mins – interlocução com perguntador (30 mins) perguntas do público (30 mins) Total: 2:55
17 – 17:30 - Intervalo
17:30 – 18:30 - navegação dirigida 1
Mostra Digital e/ou apresntação de trabalhos dos arquivos Videobrasil relativos aos temas abordados
guia 1: Solange Farkas
18:30 – 19:00 Intervalo
19 – 20:30hs
Conferência 1
tema 1: < o outro >
Roy Ascott:
Estratégias Sincréticas
Reflete sobre como estratégias de sincretismo na arte e na ciência podem levar ao desenvolvimento da consciência.
dia 2, sexta-feira, dia 1 de dezembro:
10 – 13:00 – mesa 2
2-as tecnologias criam consciências ou as consciências criam tecnologias?
perguntador 2: Eduardo Viveiros de Castro (Museu Nacional) ou *Mauro Almeida (Antropólogo/ Unicamp) ou *Jorge de Albuquerque Vieira ou
Rosa Maria Leite Ribeiro Pedro
Michel Bussière
O repertório e propriedades emergentes na cena Lightpath
Lightpath é uma tecnologia de transferência de dados - Ethernet, cuja velocidade é muito superior à velocidade de conexões rápidas disponíveis. A experiência com esta tecnologia provoca uma distorção do aqui, lá e agora.
Qual é o potencial de expansão de estados da mente e de conhecimento sobre auto-consciência e presença?
Um mundo conectado por lightpath alteraria nossa capacidade de resposta em comparação com processos puramente intelectuais?
A presença que atravessa múltiplas zonas temporais (time zones) e fragmentos espaciais produz um paradoxo:
Pessoas em locais remotos, ao mesmo tempo compartilham um espaço comum. A percepção é desafiada por novas estruturais espaço/temporais, uma ocupação superposta.
RENÉ STETTLER
Reformulando espaços semióticos de sabedoria telemática e o desafio antropológico de desenhar relações interhumanas
Segundo a visão do crítico e filósofo Vilém Flusser da relação entre humanos e computadores, vou explorar as seguintes questões:
Como devemos repensar a relação entre espaços semióticos de sabedoria telemática, suas estruturas, ou arquiteturas e nossos relacionamentos, nossas intersubjetividades?
Quais são as consequências do resultado desta busca nas estruturas macrosociais de encontro onde troca de conhecimento é o elemento-chave?
Quais são os modelos epistemológicos mais Apropriados para articular uma troca produtiva de conhecimentos interdisciplinares?
Elif Ayeter
Fluxitecture
Propõe um modelo para desenvolvimento de espaço físico e virtual em interação dinâmica em função dos fluxos de atividade humana neste espaço, no caso: uma biblioteca universitária.
Luiz Duva
13- 14:00 Intervalo – Almoço
14- 17:00 – Mesa 3
3-A pele envolve o corpo ou o corpo envolve a pele?
perguntador 3: Sidarta Ribeiro ou Francisco Ortega ou Silvia Tedesco
NATASHA VITA-MORE
sEX - Skin EXobody
O que acontece com nossa habilidade de nos comunicar através de ficarmos corados, suar e tremer, quando uma cópia de nossos corpos está se comunicando através de redes simuladas? Onde fica a fronteira definitiva de nossa pele que nos separa e distingue do mundo?
Com a tecnologia certa, é provável que sejam criados ambientes exocorporais. Nestes ambientes, a telepresença pode se tornar mais viva, comunicação via mensagens instantâneas pode vir a funcionar como uma segunda a pele, recebendo o fluxo de nossos impulsos nervosos reproduzindo assim a expressão particular de cada semblante.
Laura Beloff:
Corpos e Sistemas Vestíveis como estrutura de uma obra artística
Investiga sistemas e processos implicados na integração do sistema vestível ao corpo e comportamento do usuário.
David McConville:
A evolução dos Domos: a Manifestação de Significado da Tela Celestial aos Ambientes Virtuais
Os ambientes em forma de domos tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento da imaginação humana. Através de um panorama de sua tragetória histórica em numerosos contextos culturais, desde antigos artefatos para localização astronômica, até os ambientes virtuais, McConville analisa seu poder de indução de transcendência e transmitir significado.
Luisa Paraguai
computadores vestíveis
17- 17:30 – Intervalo
17:30 – 18:30 - navegação dirigida 2 pela Mostra e/ou apresentação de trabalhos de artistas do Prêmio e Paço que conversem com os temas abordados
guia 2: Daniela Bousso
18:30 – 19:00 Intervalo
19 – 20:30 Conferência 2
tema 2: <subjetividades da tecnologia>
MICHAEL PUNT
Olhando nos olhos de Deus
A relação íntima entre tecnologia e a dimensão metafísica vai ser analizada segundo dois enfoques:
A tecnologia contemporânea como a manifestação material e prática do método analítico estabelecido em um trajeto que vem de Copérnico, Bacon e Boyle, desmontando progressivamente uma perspectiva universal sob os olhos de Deus.
Eventos catastróficos no fim do séc. 17 e começo do séc. 18, desestabilizaram a idéia de um Deus que protege a todos, fazendo com que a tecnologia se tornasse o instrumento do método científico para confrontar a natureza em face a um Deus indiferente.
dia 3, sábado, dia 2 de dezembro:
10 – 13:00 – mesa 4
4- A cultura mora no humano ou o humano mora na cultura?
A cultura molda o homem ou o homem molda a cultura?
Perguntador 4: Norval Baitello ou *Mauro de Almeida
Francesco Monico
Hermes e a Natureza
O significado depende do contexto em que a dinâmica relacional acontece. Hermes e a Natureza como uma interpretação poética do processo de comunicação.
DIANA SLATTERY
Burning Man 2006: Uma perspectiva de múltiplos estados
Burning Man como uma retomada ao arcáico, ao festival pagão, sagrado e profano ao mesmo tempo. Pode ser visto como a psique nua entregue a um estado de múltiplicidades. Uma transposição atual de momentos de gênese de mitos, uma manifestação do psicodelismo da cultura undergroung atuando aboveground em Black Rock City com a intenção de transformar.
Margarete Jahrmann:
Ilinx e Risco, Logro e Blêfe: a frivolidade do jogo
Ilinx é a denominação de Roger callois(1958) para “jogos de vertígem”, que causam desorientação através de atividade física como quando giramos e ficamos tontos. Margarete compara e exemplifica este estado de desorientação física que causa mudança de estado de consciência com o o estado do jogador em determinados jogos de computador, cujo objetivo é justamente não ter objetivo.
Mário Ramiro
13- 14:00 Intervalo – Almoço
14- 17:00 – Mesa 5
5- A arte bebe da ciência ou a ciência bebe da arte?
perguntador 5: Marcelo Gleiser ou Jorge de Albuquerque Viera* ou Luis Barco (professor da USP, concebeu o programa arte-matemática na TV Cultura)
Carlos Augusto Nóbrega
Biofóton- A linguagem das Células. O que os sistemas vivos podem nos dizer a respeito de interação?
Fritz Albert Popp pesquisa desede 1974 a emissão de “biofótons”, como denominou conceitos científicos introduzidos pelo embriologista russo Alexander Gurwitsh em 1920. Existem evidências de que o biofóton opera como sistema de transmissão informacional intraorgânica criando padrões em campos eletromagnéticos. Carlos Augusto propõe a possibilidade de utilização deste sistema como mediador entre corpo e pixels em arte interativa e reflete sobre as transformações de percepção e consciência que este processo poderia acarretar.
NICOLAS REEVES
As ondas Casimir: alguns efeitos quânticos indesejaveis
Os conceitos da teoria quântica, ao contrário dos da teoria da relatividade continuam uma zona obscura para artistas e teóricos da arte. Os objetos da física quântica não tem equivalentes no mundo macroscópico e exibem comportamentos muito bem descritos pela matemática, mas tão estranhos que configuram uma espécie de “mitologia quântica”, na qual quase todo evento de natureza desconhecida vai receber explicação no mundo quântico.
Como este assunto vem crescentemente fascinando a muitos artistas e designers, é importante distinguir o que se pode ou não atribuir a ele.
Vou falar de uma das mais perturbadoras consequências da teoria quântica chamado o efeito Casimir que postula que mediante determinadas circunstâncias, matéria pode ser criada a partir do vácuo. Além de extremamente intrigante, é um dos raros fenômenos da quântica dos quais foram descobertos equivalentes em escala macroscópica. E ainda de uma forma totalmente inesperada, através de estudos sobre navios afundadados.
As consequências deste efeito se extendem à fertilidade de nosso Universo, sua perene capacidade de criar novos objetos, eventos e fenômenos.
SCI Arts (com dois ou três representantes)
É uma equipe interdisciplinar que desenvolve projetos na intersecção entre arte, ciência e tecnologia, desde 1995. É formada pelo físico, fotógrafo e engenheiro de software, Fernando Fogliano, pelo artista Milton Sogabe, pelo matemático Renato Hildebrand e pela artista multimídia Rosangella Leote.
17- 17:30 – Intervalo
17:30 – 18:30 - navegação dirigida 3 pela Mostra e/ou apresentação de trabalhos de artistas do Planetary Collegium que conversem com os temas abordados
guia 3: Mike Phillips
18:30 – 19:00 Intervalo
19 – 20:30 Conferência 3
tema 3: < Experiências mediadas >
MIKE PHILLIPS
Gigantes não existem
“Não existe uma palavra no dicionário para um exército de gigantes invisíveis, de mil milhas de altura, com seus braços entrelaçados abraçando o planeta terra”.
R.Buckminster Fuller, Grunch of Giants, 1983
O paradoxo de ter a imagem da terra enviada do espaço por satélite espremida em uma tela de televisor que é o reflexo de nossos desejos, nos torna gigantes bagunçando o mundo com nossa pegadas.
Como vivenciamos a nós mesmos, ao outro e ao mundo sem a perspectiva como referência e a dessincronia das experiências midiáticas cotidianas?
How do we perceive ourselves and the other through the new perspectives
created by de-synchronised/locative/mediated experiences.
20:30 – 21:00 Encerramento